Primeiramente quero deixar bem claro que nesse texto não estou atacando ou culpando
o povo chinês. Qualquer tentativa de associar essa acusação que faço ao Partido
comandado pelo Xi Jinping, por essa
pandemia, à população chinesa, chamando - me de xenófobo é reduzir o debate a acusações rasas e uma
tentativa de me intimidar e assim me calar.
Segundo, não estou seguindo teorias que falam que o vírus
foi criado pela China, em laboratório, pra destruir o Ocidente. Estou apenas me
baseando em fatos e na perseguição perpetrada
pelo Partido Comunista Chinês a qualquer um que tentou divulgar o que as autoridades chinesas
estavam tentando esconder.
Infelizmente algumas das fontes estão em inglês, porque de
alguma forma alguns assuntos não interessam à imprensa brasileira. Também há
artigo em francês e no português de Portugal.
Aos interessados em entender o conteúdo dos artigos em língua estrangeira
recomendo o google tradutor.
Que a China é uma ditadura não resta a menor dúvida para
ninguém. Como tal, ela filtra toda e qualquer informação que vai propagada
sobre o regime. Há diversos casos de jornalistas ou cidadãos comuns que foram
perseguidos pelo Governo chinês por estarem expondo assuntos, digamos, que não
agradavam aos vermelhinhos do poder. Sendo assim, com esse episódio do coronavírus não seria diferente. E foi justamente o que o todo poderoso partido
comunista fez: escondeu a informação até quando pôde e perseguiu várias
pessoas, inclusive há relatos de que o primeiro caso tenha ocorrido ainda no
dia 17 de Novembro de 2019:
Mas eu gostaria de me ater ao que aconteceu com 3 pessoas
específicas.
O primeiro personagem
é o médico Li Weliang.
Ainda ao dia 30 de dezembro de 2019, Li Weliang, um médico
oftalmologista, tentou alertar amigos
médicos sobre um vírus que tinha infectado algumas pessoas em um mercado de Wuhan.
Ele foi a primeira pessoa a expor pra sociedade chinesa e consequentemente ao
mundo o que estava acontecendo. Por isso recebeu a visita da polícia do
pensamento, quer dizer, da polícia chinesa, ficou detido e foi ameaçado até que
assinou um documento admitindo estar espalhando boatos com a intenção de atacar
o Governo chinês, portanto a estabilidade da sociedade chinesa. Não apenas ele, mas outros sete amigos que
passaram adiante a sua mensagem terminaram sofrendo a mesma intimidação. A TV chinesa, estatal, é claro, divulgou a notícia
falando que 8 pessoas estariam espalhando rumores sobre tal doença e omitiu até
que se tratavam de médicos.
Depois, o Dr Li foi
infectado pelo coronavírus, por estar em contato com pacientes infectados e não
ter proteção especial por conta da negligência do Estado. Passado algum tempo, um cara de 34 anos, saudável como o Dr Li, morreu de coronavírus! Tudo bem que já houve
mortes de pessoas jovens e saudáveis após serem infectadas pelo vírus, mas todo
o enredo dessa história do Dr Li é de se
estranhar. Fica a pergunta: morreu
realmente de coronavírus?
Quando ele morreu , as pessoas na China começaram a se manifestar
nas redes sociais internas do país, como Webo, uma espécie de Twitter, wechat,
entre outras(na China não há Twitter, Instagram etc. São permitidas apenas plataformas
chinesas que controladas pelo Governo chinês). Essas manifestações eram
revoltas do povo chinês exigindo explicações do Governo sobre o tratamento com
o Li, que só quis alertar a sociedade do perigo do vírus, pediam também explicações sobre a sua morte. As manifestações foram sendo excluídas das
redes, perfis foram sendo banidos e toda e qualquer manifestação referente a
esse tema era censurada pelo Estado chinês.
O segundo personagem é o jornalista cidadão Chen Qiushi.
Jornalista cidadão, é um cidadão que faz jornalismo independente
na China e se utiliza de redes socias.
Eles existem , porque todo jornalismo na China pertence à TV estatal que claro,
caiu em descrédito, pois serve apenas para propagar o que interessa ao Governo.
Esses jornalistas cidadãos são "autorizados"pelo estado, mas precisam
de cadastro e um certificado para poderem postar nas redes sociais. Claro, o
cadastro já existe pra que sejam
intimidados pelo Estado.
O Chen já era desafeto do governo chinês por
divulgar os bastidores das manifestações em Hong Kong que ocorreram no fim do
ano de 2019. Ele mostrava as atrocidades cometidas pelo governo chinês contra
manifestantes. Ele Então começou a fazer filmagens do caos nos hospitais e a
entrevistar familiares de vítimas do vírus, isso quando ninguém sabia ainda o
que realmente estava acontecendo. Com
isso passou a conviver com ameaças do Partido Comunista Chinês. Ele chegou a compartilhar em suas redes
sociais que estava sendo intimidado pelo Governo Chinês: “na minha frente o coronavírus, atrás de mim o Governo Chinês!”
O Chen recebeu diversas ameaças e sempre comunicou aos seu
seguidores. Ele terminou desaparecendo. A mãe dele se desesperou procurando por informações sobre o
seu filho e o Governo chinês com a pressão se manifestou dizendo que o Chen
estava em quarentena, pois havia sido infectado após estar vagando pelos
hospitais, porém não havia nenhum registro de entrada em Hospitais. Até agora
ele nunca apareceu.
O outro personagem, o terceiro, também é um jornalista
cidadão. Ele é um empresário chamado
Fang Bing.
Fang também estava divulgando o que o Governo Chinês estava
escondendo. Em um vídeo gravado dentro
de um hospital ele mostrou uma pilha de corpos dentro de um carro funerário,
todos vítimas do coronavírus. Inclusive na mesma gravação ele presenciou a
morte de mais uma pessoa. Fang passou a ser ameaçado pelo Estado chinês, até
que um dia teve sua casa invadida por agentes do governo chinês, o vídeo está
no YouTube, o próprio Fang transmitiu a ação
em tempo real.
Até hoje ele está
desaparecido.
Esses foram 3 exemplos que dei, mas há mais. Mais
jornalistas, mais médicos, todos perseguidos e censurados.
Aí o que aconteceu?
Por ter o Governo chinês escondido até quando pôde a crise sanitária, por
ter perseguido, ameaçado, censurado, até dado sumiço em médicos, jornalistas e
cidadãos, milhares de pessoas continuaram entrando e saindo do território chinês
enquanto o vírus se espalhava e matava pessoas.
Inclusive o Ano Novo Lunar, comemorado pelos chineses e
alguns outros países , e que faz com que mais de 400 milhões de pessoas viajem
dentro da China e pra fora dela ocorreu no período que a China não podendo mais
esconder a crise sanitária, começou a restringir a circulação das pessoas, mas
ai já era tarde, pois quantos entre
turistas, trabalhadores de outros países e chineses não levaram pra fora da China esse vírus? Tudo isso por conta da
omissão criminosa do Governo Chinês!
O Governo chinês cometeu um crime contra a humanidade.
Liberdade seria a solução!
OBS: a China ocupa a 177° posição entre 180 no Ranking
Mundial de Liberdade de Imprensa da repórteres sem fronteiras de 2019.

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